Poema: O Vinho do Poeta
E o Poeta tocava o Violino! – sons dos mais variados, e como uma tormenta que ao mesmo tempo inspira temor em alguns, também inspira excitação em outros!
O Poeta como o Fogo! – esse fogo que é pai e que é diabo! O fogo que aquece e que conforta, é o mesmo fogo que destrói e mata!
E lá estava o Poeta! tocando seu som da vida e da morte, do amor e do ódio, e de todos os opostos que nos fazem viver e morrer para todo o sempre!
Com seu violino em mãos – O qual tocava como se toca nas carnes de uma vírgem trêmula de prazer, e ao mesmo tempo como se tocasse na meretriz mais ousada e selvagem!
Fazia chorar o violino! – Eis que seu pranto era como o da virgem Maria pelo seu filho na cruz e como o pranto do osgasmo de um prostíbulo!
O Peregrino apenas observava a cena que era inebriante, que com ela criava formas e cores – tristes e felizes – de tal forma que o Peregrino entendeu sua sabedoria: Toda a criação e sua alma mais complexa: entendeu então que o Poeta falava do Vinho que estava em sua mesa: O vinho que alimentava seus sonhos e pesadelos, o Vinho que o fazia ver a realidade dos homens e do mundo: O Amor. Mas não do amor mundano, e sim de todas as suas formas, seja de anjo ou de demônio, o amor existe do céu ao inferno, e abraça todas as coisas indiscriminadamente! O Peregrino entendeu a sabedoria enquanto o poeta declamava:
O Vinho do Poeta
O Poeta é o diabo
Do terrível pecador,
Inebriante e tentador
Pelo próprio é inspirado!
Dessa marca peçonhenta
Tenho a bênção e a maldição,
Que é insenta da razão
Que o mundo não agüenta.
Como quem sente as loucuras
Toca a lira o menestrel!
Canta Hosana no bordel
E a prostituta nas alturas!
Ludibrio nobre e bispo
Para ter formosa virgem,
Que na cama vê a vertigem
D’um amor, sem compromisso!
Sabe bem na cruz o santo
O prazer de Madalena!
Só não imaginam a cena
Do casal no mesmo manto!
O poeta mostra o amor
Do celeste ao infernal!
Do lascivo ao virginal!
Da coragem e do temor.
Grite ao mundo as verdades
Das blasfêmias mais honestas!
Pois sabemos que são estas
Que nos trazem as vontades.
A vontade mais imunda
Que assim nos é desperta!
Como uma ferida aberta
-Rasga o peito, e não sutura!
O poeta, alma errante,
Vivo ou morto, não importa!
Seu poema e sua prosa
São o vinho inebriante!
Vinho esse que agüenta
Toda a era da escrita,
Seja morte e seja vida,
Seja sonho e tormenta!
De toda a criação
O poeta é o erro
Que insiste no apelo
De mostrar o coração!
Seja ele de virtudes,
Seja ele escuridão,
Do Diabo a expressão!
De Deus a plenitude.
O poeta é o descanso
Da mente inebriada,
Que entre sonhos vaga
Entre virgens e entre antros.
Não ha doses desse vinho
Que se possa definir,
Seria como consumir
O sentido do infinito.
Leonardo Dognani
25/09/2008




Lindo, lindo, lindo…
“Como quem sente as loucuras
Toca a lira o menestrel!
Canta Hosana no bordel
E a prostituta nas alturas!”
Nossa…fantástica essa passagem!!!
Dizem por aí que o poeta é o mediador dos quatro elementos da natureza.
O fogo e o vinho, assim como a água e a morte, são a música do cosmo.
Sensacional!
Gostei da forma como comercializou o poeta.
Como mostrou a visão de um poeta sobre o poeta.
muito legal
kra….
ficou muito show……
ta bem maneiro o poema…..
parabéns pela escrita,
ficou bem maneiro…..
…….
abraço….
Quanta obscuridade rapaz!O stilo não me agrada muito,mas pra que curte o gênero…seu blog eh um prato cheio.
abração fera
ótima narrativa … tava sumido heim?
Muito bom seu texto. Sabe, você me lembrou uma sonata de beetovhen chamada Sonata kreutzer, que possui uma das mais belas passagens de violinos que já escutei. O seu proema está bastante conectado a esta música, procure-a e confira, ok ?
olá! quantas tags!! ehehehe
abraços
Baatante interessante o modo com que você escreve, ao analizar o poema vejo uma qualidade muito grande no texto, que nãoparece um poema forçado, parece realmente estar saindo de você com algum objetivo e que tem algo vivido, parabéns gostei muito.
Rubens Correia
http://www.blogdorubinho.cjb.net
Muito legal cara
parabens
Nossa que loucura ..
amei muito .. acho que dos poemas que já li seu esse é melhor, que mas me mecheu comigo .. e fiquei a imaginar uma serie de coisas .. com e sem sentido .. adorei muito mesmo … vc está casa vez melhor ..
Parabéns..
Seja ele de virtudes,
Seja ele escuridão,
Do Diabo a expressão!
De Deus a plenitude
Eita que passagem maneira! Não sou muito estilo poético, mas seu blog é convidativo!
Não ha doses desse vinho
Que se possa definir,
Seria como consumir
O sentido do infinito.
Adorei esse trecho
profundo…
Parabéns, os textos do seu blog (prosa e verso) são muito bons. O seu estilo de redação é agradável e coeso, coisa rara nos dias de hoje.
O poeta pode ser o que ele quiser. As vezes é desesperado, as vezes é lúcido. Essa inconstância faz parte da sua alma.
Lindo!
Vinho e poesia, bela e acertada mistura!
http://www.bloginside.wordpress.com
primeiro, adorei a foto!
o vermelho, afs ta de parabens!
isso da liverdade a imaginação!
o poeta com o violino!
to aprendendo a tocar violão, curiosidade aprender a tocar violino ;]
gostei do seu blog!
se quiser add
http://joaovitors.blogspot.com/
abraços
Gostei do blog, parabems
Poxa, que poema e texto complexo, adorei!!1 Parabéns pelo blog, é ótimo e tem um visual muito bacana!
Abraços…
apaixonante !!
–
http://raciocinioquebrado.blogspot.com/
adorei o poema !
Comentando de novo!
Cadê o texto novo?
Muitoooooooo bom!!!
Amei…
Parabéns bolg super bacana!!!
http://blogdacorujinha.blogspot.com/
Nossa, Leonardo, que qualidade de poesia é essa! Jogo de palavras, vocabulário diverso, rimas perfeitas, rapaz! Arrasou, adorei e a temática tb.
Parabéns!
Beijo!
Leonardo, ainda acho vc melhor em prosa que em poemas, apesar de sua narrativa ser considerada, claro, poema em prosa. Só uma pergunta: essa prosopopéia “orgasmo de um prostíbulo” foi intencional?
Outra: vc acha as rimas realmente tão necessárias?
Abraço.
Parabéns pelo poema…
ta super, hiper… mega show teu blog.
PRA MIM O VINHO DO POETA É O SENTIMENTO. ELE É MOVIDO POR ISSO.
O POETA PRECISA ESTÁ SEMPRE ENVOLVIDO EMOCIONALMENTE COM ALGUMA COISA, POR ISSO SÃO CHAMADOS, MUITAS VEZES, DE DESESPERADOS
Fico impressionado como as palavras surgem com tanta naturalidade, como se não fosse você que criasse o poema, mas o poema se ‘criasse’ sozinho…
Boa tarde!
Nossa, como você é talentoso!
Tudo flui por aqui com muito naturalidade, a leitura é gostosa…
Teu blog tem um diferencial dos outros que lidam com poemas, realmente eu gostei.
Parabéns e sucesso!
http://garotapendurada.blogspot.com/
Palavras lindas!
bj
Um espetáculo de poema, parabéns….quando puder me faça uma visita e deixe sua opinião ok?
Abraços
Ass: Fernando – http://teussinais.blogspot.com
Poema assombrador..
Texto muito, mais muito bem escrito, eu adorei!
É diferente o jeito que você pôs as coisas no seu texto. Apenas um músico representaria tudo isso? Não sei.
Não teria como ter captado a alma do poeta de melhor forma!
A prosa inicial é interessante.. mas os versos são criativos e intesos!
Encantada!
;D
bjus
sensacional !!!! a descrição dos spostos no segundo parágrafo foi sinistro….. um belíssimo texto sem dúvidas, e bela poesia também………
http://netesporte.blogspot.com/
Não consegui esperar coincidir na dinamica do “Comente o blog acima” pra vir agradecer o seu comentario no Juke. Achei muito legal.
Quanto ao Poeta, profundo e sutil. Controverso!
Vlw!!!
Olha eu de novo para parabeniza-lo pelo lindo poema ..
tão cheio de mensagens subiliminares e umas nem tanto .. rsrsrs
Adorei !!!
Lindo !!!
Beijos !!!
Muito bons, tanto a prosa quanto a poesia…
Gostei da sua escrita, parabéns!
bj
Muito lindo mesmo,forte e tocante,parece ate uma canção de vanessa da mata de tão legal xD
Gostei do layout
Muito bom esse poema, forte e marcante.
“Como quem sente as loucuras
Toca a lira o menestrel!
Canta Hosana no bordel
E a prostituta nas alturas!”
Achei muito boa essa jogada. Parabéns
Um abraço
Olha Eu .. rsrs
to querendo poema novo hem?? rsrs
Bjs
nossa realmente vc escreve bem
consegue dar uma profundidade a cada palavra que escreve
legal mesmo jowks
Hum… acho que esse foi o maior que já li até agora? Não lembro. Mas está bom. Não basta ter verso e rima, ne… não importa o tamanho, muito menos. Sem qualidade o poema nada vale, é como ser vivo sem alma.
Minha opnião: se não houvesse esse fermentado no mundo, o existir não teria “Graça”, seja ele obra de Deus ou do Demonio!!!
Tem um selo lá no meu blog para vc… caso vc queira, dá uma passadinha lá!
;P
bjus
Caraca… já comentei 2 vezes e deu erro… q merda, mas lá vai.
Cunhadinhoooooooooooo, valeu pelo pretígio. Mas não entendi como q pega essa´parada de SELO, me ensina????
Tb acho seu blog foda… e vc escreve mto bem… já te disse isso pessoalmente
Te adooooooooooooro, e aaaaaaaaaaaaah! qlq dia a gente faz uma night pra vc sentir a sensação boa da bagaça. ahahaha mli bejões!!!
pqp.. eu consegui escrever, aí em cima, tudo erradao… ahahaha
Olá Leonardo! Excelente texto! Aplaudindo orgulhosa aqui..
O texto primoroso de sempre, querido amigo. Que craqueza com as palavras, Leo. E por aí, vai tudo bem? Muitos beijos.
^^ estilooo
Hey…ne precisava dizer que se tratava de um velório….rs E falta? Eu sempre achei um instrumento macabro!!
O poema é demais!
Abraços