1 – A Floresta e o Peregrino

Começa aqui o testemunho de um Lobo das cidades.

Um animal cujo instinto primordial ainda lhe sussurra ao ouvido, assim como o vento frio do inverno pode sussurrar a morte. Nesse estado, o Lobo do concreto, aquele que anda no Vidro, observa a floresta cinza e os animais em seu habitat, e escreve, através do sussurro frio como gelo das ruas desertas, todo o seu esplendor e decadência.
O Xamã da cidade escreve com a magia das cores, encantando com o azul celeste e trazendo desespero com a escuridão da noite.
O Lobo caça experiências, e devora a arte como quem devora um cadáver. Ele evoca os Espíritos da Cidade, tão antigos quanto a humanidade para cantar seus contos. Você terá a bênção e a maldição de ler as obras e relatos desse Eu-lírico e de seu autor.

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Ele é chamado de Peregrino, de Andarilho, de Xamã da cidade ou de outras alcunhas que a vida lhe der. Ele é aquele que observa sem interferir, e aprende com os acontecimentos que testemunha junto com o Céu e Inferno.

-Então, sejam bem vindos á Floresta de Concreto, teremos Fragmentos de variados tipos e dos mais variados assuntos.
“Fragmentos da Floresta de Concreto” é um espaço para a publicação de formas de Arte, fazendo analogias sobre a vida real, que descaradamente imita a arte, ao mesmo tempo em que a arte da um sorriso amarelo e imita a vida. Um lado soturno e violento da vida e das emoções que ocorrem dentro dessa nossa “Floresta”.

Bem-Vindos! Tenham um bom proveito.
Leonardo Dognani


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